O TDAH em adultos e adolescentes é um dos transtornos mais buscados atualmente e também um dos mais mal compreendidos. Muitas pessoas chegam ao consultório cansadas, sobrecarregadas, sentindo que “dão mais esforço do que resultado”, com dificuldade para manter foco, organização, constância e equilíbrio emocional.
Nem sempre o TDAH foi identificado na infância. Em muitos casos, ele se manifesta com mais intensidade na adolescência ou na vida adulta, especialmente quando aumentam as demandas de trabalho, estudo, responsabilidades e tomada de decisões.
TDAH em adultos: muito além da desatenção
O TDAH adulto não se resume a “falta de atenção”. Ele pode impactar diretamente a vida profissional, acadêmica, emocional e os relacionamentos.
Entre os sintomas mais comuns estão:
Muitos adultos com TDAH cresceram ouvindo que eram “preguiçosos”, “desleixados” ou “desmotivados”, quando, na verdade, estavam lidando com um transtorno neurobiológico que nunca foi avaliado corretamente.
TDAH em adolescentes: quando as exigências aumentam
No caso dos adolescentes a partir de 15 anos, o TDAH costuma se intensificar com o aumento das cobranças escolares, pressão por desempenho, vestibular, mudanças sociais e emocionais.
Podem surgir:
Uma avaliação adequada nesse período pode evitar sofrimento prolongado, rótulos injustos e prejuízos emocionais importantes.
Avaliação psicológica para TDAH em adultos e adolescentes
A avaliação de TDAH em adultos e adolescentes deve ser feita com responsabilidade, critério técnico e base científica.
Não existe diagnóstico rápido, teste único ou avaliação em uma única sessão.
O processo avaliativo envolve:
Somente após esse processo é possível compreender se os sintomas são compatíveis com TDAH ou se estão relacionados a outras condições.
TDAH tem tratamento?
Sim. TDAH tem tratamento, e os resultados podem ser muito positivos quando o cuidado é bem conduzido.
A psicoterapia baseada em evidências, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ajuda a:
Quando necessário, o trabalho psicológico pode ser realizado em conjunto com acompanhamento psiquiátrico.
Um cuidado individual, sem rótulos apressados
Nem toda dificuldade de foco é TDAH.
Nem todo cansaço mental indica um transtorno neurobiológico.
Por isso, o cuidado começa pela escuta, pela avaliação ética e pelo respeito à história de cada pessoa.
Se você se reconhece em parte desses relatos, sente que vive em constante esforço para dar conta do básico ou desconfia que pode existir algo além do “cansaço normal”, buscar avaliação é um passo de autocuidado não um rótulo.
Quando fizer sentido, podemos conversar com calma e responsabilidade para entender o que está acontecendo e quais caminhos são possíveis a partir daí.
O TDAH é um transtorno neurobiológico comum que afeta crianças, adolescentes e adultos. Caracteriza-se por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade persistentes e desproporcionais ao desenvolvimento e à idade da pessoa.
Os sintomas do TDAH podem variar, mas geralmente são divididos em três categorias principais:
O TDAH é geralmente diagnosticado na infância, mas também pode ser identificado em adolescentes e adultos. Os sintomas do TDAH devem estar presentes em múltiplos contextos (por exemplo, casa, escola, trabalho) e causar prejuízos significativos no funcionamento diário.
As causas exatas do TDAH não são completamente compreendidas, mas acredita-se que seja resultado de uma combinação de fatores genéticos, neuroquímicos e ambientais. Desequilíbrios nos neurotransmissores do cérebro, como a dopamina e a noradrenalina, estão relacionados ao desenvolvimento do TDAH.
O diagnóstico do TDAH é realizado por um profissional de saúde mental, como um psicólogo, psiquiatra ou neuropediatra. Geralmente, é feita uma avaliação clínica detalhada, incluindo histórico médico, entrevistas com pais e/ou professores, além de avaliação dos sintomas comportamentais. Os critérios de diagnóstico são estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).
Sim, o TDAH pode ser tratado. O tratamento geralmente envolve uma combinação de intervenções psicossociais e medicamentosas. A terapia comportamental, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e programas de treinamento de habilidades podem ajudar a pessoa com TDAH a desenvolver estratégias de enfrentamento, organização e gerenciamento de tempo. Em alguns casos, medicamentos estimulantes ou não estimulantes podem ser prescritos para controlar os sintomas do TDAH.
Sim, o TDAH pode afetar significativamente a vida acadêmica e profissional. As dificuldades de atenção, organização e impulsividade podem interferir no desempenho escolar, no relacionamento com colegas e professores, bem como nas atividades profissionais. No entanto, com o tratamento adequado e apoio apropriado, muitas pessoas com TDAH podem alcançar sucesso acadêmico e profissional.
Embora alguns sintomas do TDAH possam diminuir com o tempo, muitas pessoas continuam a experimentar desafios relacionados ao TDAH na idade adulta. No entanto, com o tratamento adequado e estratégias de enfrentamento, os indivíduos podem aprender a gerenciar os sintomas do TDAH e levar uma vida produtiva.
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Psicóloga | Terapeuta de Casais
CRP 06/136122– SP
Desde muito cedo, eu já era aquela criança que escutava.
Disponível, acolhedora, curiosa sobre as pessoas. Alguém que percebia o que não era dito, que se aproximava com cuidado, que criava vínculo com naturalidade. Cresci em uma infância difícil, mas feliz — onde aprendi, na prática, que afeto, presença e sensibilidade podem coexistir com desafios.
Sou uma mulher preta, carioca, que construiu sua história com coragem, estudo e propósito. Casada há mais de 25 anos, mãe de uma filha que é fonte diária de orgulho, aprendi dentro de casa que relações se constroem com diálogo, respeito e responsabilidade emocional.
Minha trajetória profissional começou na enfermagem, onde o cuidado sempre esteve presente. Mas foi ali, no contato direto com as pessoas, que algo ficou muito claro para mim: nem todo adoecimento acontece no corpo. Muitas dores são emocionais, silenciosas, e acabam se expressando por meio da ansiedade, do sofrimento psíquico, dos conflitos nos relacionamentos e da sobrecarga emocional.
Foi esse entendimento que me levou à Psicologia.


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