Transtornos de Personalidade: compreender para cuidar
Compreender é o primeiro passo para cuidar seja de quem vive o transtorno, seja de quem convive diariamente com esses padrões.
Os Transtornos de Personalidade envolvem padrões persistentes de pensamento, emoção e comportamento que se desenvolvem ao longo da vida e impactam profundamente a forma como a pessoa se percebe, se relaciona e reage ao mundo. Diferente de estados emocionais passageiros, esses padrões tendem a ser rígidos, duradouros e presentes em diferentes contextos, gerando sofrimento emocional, conflitos recorrentes e prejuízos funcionais.
Um aspecto central é que, em muitos casos, esses transtornos são egossintônicos: a pessoa não percebe seus comportamentos como problemáticos. Assim, o sofrimento costuma aparecer primeiro — e de forma intensa — em parceiros, familiares, colegas e filhos. Com o tempo, isso pode levar a rupturas afetivas, adoecimento emocional de quem convive e ao desenvolvimento de quadros associados, como ansiedade, depressão ou esgotamento psicológico.
Importante: somente profissionais qualificados podem realizar diagnóstico, após avaliação clínica cuidadosa. Este conteúdo tem caráter informativo e educativo.
Quando falamos em Transtorno de Personalidade?
Falamos em Transtorno de Personalidade quando determinados padrões:
Nem todo traço de personalidade indica um transtorno. A avaliação profissional é essencial para evitar rótulos equivocados.
Principais transtornos e impactos nos relacionamentos
Transtorno de Personalidade Narcisista
Caracteriza-se por necessidade intensa de admiração, sensibilidade a críticas, dificuldade de empatia e relações marcadas por controle, idealização e desvalorização. Por trás da aparência de autoconfiança, frequentemente há fragilidade emocional. A psicoterapia ajuda a desenvolver consciência emocional, empatia e relações mais saudáveis — e também é fundamental para quem convive com esses padrões.
Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
Envolve instabilidade emocional intensa, medo de abandono, impulsividade e relações marcadas por aproximações intensas seguidas de rupturas. Apesar do alto sofrimento psíquico, responde bem ao tratamento psicológico baseado em evidências, especialmente quando há vínculo terapêutico consistente. O cuidado com familiares e parceiros também é essencial.
Esclarecimentos importantes (dúvidas frequentes)
Transtorno Bipolar
Embora muitas pessoas confundam, a bipolaridade não é um transtorno de personalidade, e sim um transtorno de humor, caracterizado por oscilações entre episódios depressivos e de euforia ou hipomania. O tratamento envolve psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico, sendo fundamental tanto para quem vive o transtorno quanto para quem convive com essas oscilações.
TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)
O TOC não é um transtorno de personalidade, mas um transtorno de ansiedade, caracterizado por obsessões (pensamentos intrusivos) e compulsões (comportamentos repetitivos). O esclarecimento correto evita diagnósticos equivocados e direciona para o tratamento mais eficaz.
Incluem padrões como:
Todos exigem avaliação clínica cuidadosa e abordagem especializada.
Cuidar de quem convive também é cuidado em saúde mental
Conviver com transtornos de personalidade pode gerar ansiedade, depressão, esgotamento emocional e perda de identidade. Buscar acompanhamento psicológico não significa rotular ou abandonar alguém significa proteger a própria saúde mental, compreender limites e desenvolver relações mais seguras e conscientes.
O cuidado começa quando o sofrimento é reconhecido. E ele pode e deve incluir todos os envolvidos.

Ainda com dúvidas sobre Transtornos de Personalidade
Transtornos de personalidade são padrões persistentes de comportamento, pensamento e emoções que impactam relacionamentos, trabalho e qualidade de vida. Com acompanhamento psicológico adequado, é possível desenvolver mais funcionalidade e equilíbrio emocional.
Sim. O tratamento psicológico ajuda a desenvolver empatia, autorregulação emocional e relações mais saudáveis. O processo exige constância e vínculo terapêutico qualificado.
Não se fala em cura, mas em tratamento eficaz. A psicoterapia ajuda a reduzir impulsividade, instabilidade emocional e sofrimento nos relacionamentos, promovendo maior estabilidade.
Não. A bipolaridade é um transtorno de humor, não de personalidade. O tratamento envolve acompanhamento psicológico e, em muitos casos, psiquiátrico para estabilização do humor.
Não. O TOC é um transtorno de ansiedade caracterizado por obsessões e compulsões. O tratamento psicológico é altamente eficaz na redução dos sintomas e melhora da qualidade de vida.
Sim. A psicoterapia ajuda no desenvolvimento de habilidades sociais, compreensão emocional e redução do isolamento, respeitando o ritmo e a singularidade de cada pessoa.
Sim. Embora apresentem desafios específicos, a psicoterapia possibilita maior consciência dos padrões comportamentais, melhora relacional e decisões mais saudáveis.
Quando há sofrimento emocional, conflitos recorrentes, dificuldades nos relacionamentos ou prejuízo no trabalho. Buscar ajuda é um passo estratégico para mais autonomia e equilíbrio emocional.
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Psicóloga | Terapeuta de Casais
CRP 06/136122– SP
Desde muito cedo, eu já era aquela criança que escutava.
Disponível, acolhedora, curiosa sobre as pessoas. Alguém que percebia o que não era dito, que se aproximava com cuidado, que criava vínculo com naturalidade. Cresci em uma infância difícil, mas feliz — onde aprendi, na prática, que afeto, presença e sensibilidade podem coexistir com desafios.
Sou uma mulher preta, carioca, que construiu sua história com coragem, estudo e propósito. Casada há mais de 25 anos, mãe de uma filha que é fonte diária de orgulho, aprendi dentro de casa que relações se constroem com diálogo, respeito e responsabilidade emocional.
Minha trajetória profissional começou na enfermagem, onde o cuidado sempre esteve presente. Mas foi ali, no contato direto com as pessoas, que algo ficou muito claro para mim: nem todo adoecimento acontece no corpo. Muitas dores são emocionais, silenciosas, e acabam se expressando por meio da ansiedade, do sofrimento psíquico, dos conflitos nos relacionamentos e da sobrecarga emocional.
Foi esse entendimento que me levou à Psicologia.


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