O Transtorno do Pânico é um transtorno de ansiedade caracterizado por crises súbitas e intensas de medo ou desconforto extremo, conhecidas como ataques de pânico. Essas crises surgem de forma inesperada e podem acontecer mesmo em momentos em que aparentemente não há perigo real. Para quem vive isso, a sensação é de que algo grave está prestes a acontecer, como perder o controle, enlouquecer, desmaiar ou até morrer.
Durante uma crise de pânico, o corpo entra em estado de alerta máximo. São comuns sintomas como taquicardia, falta de ar, aperto no peito, tontura, sudorese, tremores, náusea, sensação de irrealidade ou de estar “fora de si”. Muitas pessoas procuram emergências médicas acreditando se tratar de um problema cardíaco ou neurológico, antes de compreender que estão diante de um transtorno de ansiedade.
Um dos aspectos mais marcantes do Transtorno do Pânico é o medo constante de que uma nova crise aconteça. Com o tempo, esse receio pode levar a mudanças significativas no comportamento, como evitar locais, situações ou atividades que a pessoa associa às crises anteriores. É comum o surgimento de medo de sair sozinho, de dirigir, de estar em locais fechados ou cheios, o que pode evoluir para um quadro de agorafobia.
Muitos pacientes relatam que, após as primeiras crises, passam a viver em estado permanente de vigilância do próprio corpo, interpretando qualquer sinal físico como uma ameaça iminente. Esse ciclo de hipervigilância, ansiedade antecipatória e evitação tende a manter e intensificar o transtorno, impactando relações, desempenho profissional e qualidade de vida.
Transtorno do pânico e trabalho
O ambiente de trabalho pode se tornar um gatilho importante para crises de pânico, especialmente em contextos de alta cobrança, pressão por desempenho, jornadas extensas, insegurança profissional ou ambientes pouco acolhedores. Reuniões, apresentações, prazos rígidos e conflitos interpessoais podem desencadear ou agravar os sintomas.
Em quadros moderados ou graves, o transtorno do pânico pode comprometer significativamente a capacidade funcional do trabalhador. Nesses casos, após avaliação psicológica criteriosa e, quando necessário, avaliação psiquiátrica, pode haver indicação de afastamento temporário do trabalho, adaptações laborais ou encaminhamento ao INSS, conforme previsto nas normativas vigentes.
Além do contexto profissional, o Transtorno do Pânico costuma estar associado a lugares e ambientes específicos que passam a ser percebidos como ameaçadores. É comum que crises de pânico ocorram ou sejam antecipadas em locais como shoppings, supermercados, parques de diversão, transportes públicos, filas, elevadores, ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas. Com o tempo, esse medo pode evoluir para a agorafobia, caracterizada pela evitação de lugares onde a pessoa acredita que não conseguirá sair, receber ajuda ou se sentir segura caso a crise aconteça. Também podem surgir fobias específicas, como medo de locais fechados, multidões ou determinadas situações. Esses quadros estão frequentemente associados à ansiedade intensa e à tentativa constante de evitar novas crises. A boa notícia é que, com psicoterapia especializada, especialmente abordagens baseadas em evidências, é possível reduzir os sintomas, retomar a autonomia e reconstruir a sensação de segurança nos ambientes do dia a dia.
Diagnóstico especializado e tratamento
O diagnóstico do Transtorno do Pânico deve ser realizado por profissionais habilitados, com base em critérios clínicos bem definidos e instrumentos validados. É fundamental diferenciar crises de pânico de outras condições médicas, além de avaliar comorbidades frequentes, como depressão, outros transtornos de ansiedade e alterações do sono.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é considerada uma das abordagens mais eficazes para o tratamento do transtorno do pânico. Ela atua na compreensão do funcionamento das crises, na redução do medo das sensações corporais, na modificação de pensamentos catastróficos e na retomada gradual das atividades evitadas. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico pode ser indicado como parte do tratamento integrado.
Quando buscar ajuda?
Se você tem vivenciado crises intensas de medo, sensação de perda de controle, evita situações por medo de passar mal ou sente que sua vida passou a girar em torno da próxima crise, é importante buscar ajuda profissional. O transtorno do pânico tem tratamento e quanto mais cedo for identificado, menores tendem a ser os impactos emocionais, sociais e profissionais.
Cuidar da saúde mental não é fraqueza, é responsabilidade consigo mesmo. Com acompanhamento adequado, é possível compreender o que está acontecendo, retomar a autonomia e reconstruir uma relação mais segura com o próprio corpo e com a vida. Se esse tema faz sentido para você, conversar com um profissional qualificado pode ser um primeiro passo importante.

O Transtorno do Pânico é um distúrbio de ansiedade caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados. Durante um ataque de pânico, a pessoa pode experimentar sintomas físicos e emocionais intensos, como palpitações, falta de ar, tremores, medo intenso de morrer ou enlouquecer, sudorese e sensação de desconexão da realidade.
Os sintomas do Transtorno do Pânico incluem ataques de pânico repentinos e recorrentes, medo intenso de ter outro ataque de pânico, preocupação persistente com as consequências dos ataques, mudanças comportamentais para evitar situações que possam desencadear ataques e sintomas físicos como palpitações, tremores, falta de ar, tontura e sudorese.
Os ataques de pânico podem ser desencadeados por diferentes fatores, incluindo estresse intenso, experiências traumáticas, mudanças significativas na vida, uso de substâncias, determinadas condições médicas, predisposição genética e desequilíbrios químicos no cérebro.
O diagnóstico do Transtorno do Pânico é realizado por um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra. Geralmente, é feita uma avaliação clínica detalhada dos sintomas e da história médica e psicológica da pessoa. O diagnóstico requer a presença de ataques de pânico recorrentes e preocupação persistente com a ocorrência de mais ataques.
Sim, o Transtorno do Pânico pode ser tratado com sucesso. O tratamento geralmente envolve uma combinação de terapia cognitivo-comportamental (TCC) e, em alguns casos, medicamentos. A TCC ajuda a pessoa a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento negativos, além de ensinar estratégias de enfrentamento para lidar com os ataques de pânico.
Embora algumas pessoas possam experimentar uma redução ou remissão dos sintomas do Transtorno do Pânico ao longo do tempo, é importante buscar tratamento adequado. Sem intervenção, o transtorno pode persistir e até piorar ao longo do tempo.
Em alguns casos, medicamentos podem ser prescritos para ajudar a controlar os sintomas do Transtorno do Pânico. Os antidepressivos, em particular os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), são frequentemente usados. No entanto, a decisão de usar medicamentos deve ser feita em consulta com um médico, levando em consideração os benefícios e os possíveis efeitos colaterais.
Não existe uma maneira específica de prevenir o Transtorno do Pânico, mas algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvê-lo ou a minimizar seus sintomas. Isso inclui gerenciar o estresse, buscar apoio social, adotar um estilo de vida saudável, evitar o consumo excessivo de substâncias e procurar ajuda profissional ao primeiro sinal de sintomas de ansiedade intensa.
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Psicóloga | Terapeuta de Casais
CRP 06/136122– SP
Desde muito cedo, eu já era aquela criança que escutava. Disponível, acolhedora, curiosa sobre as pessoas. Alguém que percebia o que não era dito, que se aproximava com cuidado, que criava vínculo com naturalidade. Cresci em uma infância difícil, mas feliz e onde aprendi, na prática, que afeto, presença e sensibilidade podem coexistir com desafios.
Sou uma mulher preta, carioca, que construiu sua história com coragem, estudo e propósito. Casada há mais de 25 anos, mãe de uma filha que é fonte diária de orgulho, aprendi dentro de casa que relações se constroem com diálogo, respeito e responsabilidade emocional.
Minha trajetória profissional começou na enfermagem, onde o cuidado sempre esteve presente. Mas foi ali, no contato direto com as pessoas, que algo ficou muito claro para mim: nem todo adoecimento acontece no corpo. Muitas dores são emocionais, silenciosas, e acabam se expressando por meio da ansiedade, do sofrimento psíquico, dos conflitos nos relacionamentos e da sobrecarga emocional.
Foi esse entendimento que me levou à Psicologia.


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