Dificuldade de encerrar ciclos: por que é tão difícil terminar um relacionamento?
Psicóloga Dra. Paloma Soares
12/05/2024
15:59
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A dificuldade de encerrar ciclos afetivos é uma das queixas mais comuns na clínica e um dos temas mais buscados quando falamos de relacionamentos. Muitas pessoas sabem, racionalmente, que a relação não faz mais sentido, mas emocionalmente se sentem presas, paralisadas ou incapazes de colocar um ponto final. Terminar não dói apenas pelo outro, dói pelo que foi investido, pelo que se sonhou e pela identidade construída dentro daquela relação.
Na maioria das vezes, o que mantém alguém em um relacionamento que já acabou não é amor, mas medo. Medo da solidão, do julgamento, de “não encontrar alguém melhor”, de se arrepender ou de encarar o vazio que vem depois do fim. Além disso, vínculos afetivos ativam memórias emocionais profundas, crenças aprendidas na infância e padrões de apego que fazem com que o rompimento seja vivido quase como uma ameaça à própria sobrevivência emocional.
Outro fator importante é a confusão entre apego e amor. Relações marcadas por dependência emocional, ciclos de idealização e frustração, ou até dinâmicas abusivas, tendem a dificultar ainda mais o encerramento. A esperança de que o outro mude, a culpa por “desistir” ou a sensação de responsabilidade pelo bem-estar do parceiro prendem a pessoa em ciclos que se repetem e adoecem.
A terapia ajuda a compreender por que esse ciclo se repete, a identificar crenças disfuncionais e a fortalecer a autonomia emocional necessária para fazer escolhas mais conscientes. Encerrar um relacionamento não é fracasso, é maturidade emocional quando permanecer significa se abandonar.
Se você sente que está preso(a) em um relacionamento que já não faz sentido, isso não é fraqueza, é um sinal de que algo precisa ser cuidado. 👉 Agende sua sessão e converse com um profissional sobre como encerrar ciclos de forma mais saudável e segura.
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